POR QUE ESTE WEB-SITE SOBRE 'O SOFRIMENTO HU-
MANO E A MORTE', SE PRESTA, PREFERENCIALMENTE,
ÀS PESSOAS QUE NÃO PERTENCEM À 'POBREZA EXTRE-
MA'? - PARTE PRIMEIRA -
From: redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: 25 Frid. Oct, 2011 0000
Aos meus amigos-médicos e todos demais internautas,
esta pergunta será respondida por pinçamento de idéi-
as já registradas nos 2 textos anteriores.
Mas, antes de fazê-lo, cumpro observar que parece
não haver, no mundo todo, sofrimento comparável ao
dos povos africanos em extrema pobreza. ]
Vejam as fotos que não raro correm pela internet re-
tratando as crianças morrendo por desnutrição, 'pele e
osso'! E as mortes dos adultos africanos por inanição,
à míngua por doenças infecto-contagiosas como AID e/
ou tuberculose; malária, verminoses e todos os outros
tipos de moléstias, que em nada combinam com o su-
posto 'admirável mundo novo'! Que, de admirável mes-
mo, tem, no seu lado negativo, seu atraso no quesito
distribuição de renda.
Partindo desta linha de pensamento, fica difícil não
concordar que o maior sofrimento humano, e mortes re-
lativas, estão no continente africano.
E, então, se faria imperativo, abordar primordialmen-
te este sofrimento. Ocorre que a gênese destes sofrimen-
tos se fundamentam em causas orgânicas, que não são
o objeto de estudo deste web-site, muito embora sobre
isto, aqui e ali, muito se falará.
Mas, perceba, é uma missão humanitária, a ser, ou
ainda, que deveria ser, desenvolvida pela OMS (Organi-
zação Mundial de Saúde), vinculada à ONU (Organização
das Nações Unidas).
Contudo, e sobretudo, o principal motivo é que, sen-
do um web-site, não teria como ser acessado por estas pes-
soas da extrema pobreza, visto que, neste grau de carên-
cia, não possuem computadores.
Mas eu ainda pretendo, mediante pesquisas posterio-
res, escrever algo a respeito.
Se tivesse que dar uma pincelada neste assunto, diria
que, estas pessoas não tem sequer a sua estrutura bioló-
gica (existência) em condições mínimas de se manter exis-
tentes. Quanto mais conseguir, sem isto, obter uma estru-
tura mental mínima nas suas relações primárias de raiva e
medo, já que esbarra em sentimentos ainda mais anterio-
res, qual seja fome, fraqueza e dor. É um sofrimento do 'so-
ma', na sua raiz, antes mesmo da raiva e medo. Então, a-
bordar abstrações psíquicas, nestas condições, fica compli-
cado, já que está em jogo a sobrevivência, sem vivência.
Ricardo Bing Reis.