POR QUE ESTE WEB-SITE SOBRE 'O SOFRIMENTO HU-
MANO E A MORTE', SE PRESTA, PREFERENCIALMENTE,
ÀS PESSOAS QUE NÃO PERTENCEM À 'POBREZA EXTRE-
MA'? - PARTE DÉCIMA PRIMEIRA -
From: redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: 25 Frid. Oct, 2011 0000
Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
escrevi no texto anterior que pensar em ajudar, de algu-
ma forma, os pobres extremados, ou miseráveis, ou ain-
da indigentes, é como que objetivar uma atitude heróica,
desanima. Sobrevém a ACOMODAÇÃO. Mas comentei ain-
da da existência de instituições com fins altruístas. Como
em tudo, há de se policiar idoneidade.
Simpatizo e contribuo voluntariamente com uma institui-
ção incrível, chamada 'Médicos Sem Fronteiras (MSF)'.
O 'MSF' luta para chamar a atenção do mundo para po-
vos em sofrimento, que não entram na pauta dos meios de
comunicação.
O objetivo central da ajuda humanitária é salvar vidas,
reduzir o sofrimento e resgatar o potencial de pessoas gra-
vemente ameaçadas. O 'MSF' está presente onde a saúde
e a sobrevivência das populações estão em risco e há pouca
ou nenhuma assistência médica disponível. Muitas vezes, é
a primeira organização da ajuda humanitária a chegar ao
lugar atingido. Também acabo de me lembrar da Cruz Ver-
melha!
Procure i no site, informações de como eu poderia traba-
lhar um período como médico voluntário na África, no en-
tanto fui informado que minha especialidade, Otorrinola-
ringologia não faz parte do perfil que necessitam; ênfase
para Clínicos, Pediatras, Médicos Comunitários, Infectolo-
gistas, Cirurgiões e Traumatologistas. Restou-me a opção
de contribuição financeira mensal, que aderi.
Resulta que a cada ano, mais de 3.500 'Médicos Sem
Fronteiras' e profissionais de outras áreas da saúde, den-
tre eles enfermeiros e psicólogos, partem de diferentes
países, em direção a quase 400 projetos de ajuda huma-
nitária, onde se unem a mais de 20 mil profissionais lo-
cais, levando assistência médica profissional a pessoas
em situação de dor, privação, miséria extrema, depres-
são; em suma, sofrimento humano extremo, linha tênu-
e para a morte iminente.
Além de atuar em regiões de pobreza extrema mun-
do afora, também participam de:
1- conflito armado: 31%;
2- epidemias e endemias: 42%;
3- violência sexual: 18%;
4- desastre natural: 8% (por exemplo, Haiti: jan/10).
E segurá.
Ricardo Bing Reis.