POR QUE ESTE WEB-SITE SOBRE 'O SOFRIMENTO HU-
MANO E A MORTE', SE PRESTA, PREFERENCIALMENTE,
ÀS PESSOAS QUE NÃO PERTENCEM À 'POBREZA EXTRE-
MA'? - PARTE DÉCIMA NONA -
From: redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: 25 Frid. Oct, 2011 0000
Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
que nós saibamos canalizar nossa Natural, inerente e bi-
ológica onipotência para o lado construtivo, do bem, di-
to social/comunitário ou altruísta. Observe que isto não
tem absolutamente nada a ver com socialismo/comunis-
mo; mas sim com produção equilibrada e consumo cons-
ciente; sempre deixando um pouco de si, para a miséria
extrema.
Dê sim vasão à sua vontade de fazer algo, à sua oni-
potência positiva.
Vendo as fotos e documentários, ouvindo no rádio
ou lendo as reportagenss, sobrevém uma sensação de im-
potência, tamanha a magnitude do problema.
Tendência é a acomodação, pois nos descortina uma
sensação de serinútil tentar reagir. Cedemos à inércia.
Aí vem uma estoriazinha que lembro da infância onde
um passarinhopega água com o bico par derramar sobre
a floresta em chamas. E disse ter,pelo menos, feito a par-
te dele. Não tenho certe se a estória é bem esta, mas ser-
ve. Não se acomodou.
Faça sua passag em pelo mundovaler a pena para o
mundo. Valer a pena para si mesmo, todos tentam e ten-
tam. Mas acho que poucos avaliam se sua passagem pe-
lo mundo é vantajosa para ele, mundo; ou se foste um
parasita, que nada somou e talvez tenha ainda sugado.
Neste último caso, és um inútil. Dispensável. Não pre-
cisava e não devia ter vindo.
O mundo é uma corrida de bastão, aonde o cansado
passa para o jovem, que sai correndo até cansar pela i-
dade e que também passa o bastão, numa sequência de
4. É como se o avô passasse o mundo dele ao filho que
passa o mundo dele ao neto, que repassa seu mundo ao
bisneto. Se você não passa de um exclusivo egoísta, não
se preocupará em passar o bastão da forma mais adequa-
da; estará atrapalhando, a equipe chegará por último. An-
tes não tivesse vindo, para que se colocasse um substitu-
to.
Muitos ficam ricos, para si, mas nada acrescentam ao
mundo em que viveram, e que será de seus descenden-
tes; já que, na analogia que fiz, o bastão é a genética;
a transmissão de nossa carga genética aos devir, como
que parte de nós se perpetuasse nos outros, sendo assim
como que uma vida eterna biológica; uma imortalidade
biológica.
Minha mãe e avó sempre mediziam que não poderia
deveria reclamar da vida, tendo em vista o que acontece
aos 'desgraçados' miseráveis da África; e/ou outros tipos
de mazela que não raram por aí.
Quanto a isto,, é inegável que existe uma faceta de
coerência nisto; mas també m não podemos subestimar
que cada qual tem sua realidade e, dentro dela, suas va-
riantes. Estas, podem ser eterminantes de tristezas em
frequências e intensidades tão desagradáveis que resul-
tam em depressão, descontentamento, irmãos gêmeos
univitelinos da infelicidade.
Portanto, alto lá. Cada qual com suas maselas e res-
peitemos cada qual a sua e dos outros.
Reclame da vida se estiver insustentável, mas não se
deixe auto-contagiar progressivamente pelo pessimismo
e mau humor que emana do seu cérebro. Poupe os ou-
tros das desproporcionalidades.
Terra arrasada nunca. Lembre-se que, assim como
quando está bom a tendência é dar uma queda, mais ce-
do ou mais tarde; em compensação, vem o vice-versa.
Procure ajuda das mais variadas formas, sempre.
Ricardo Bing Reis.