POR QUE ESTE WEB-SITE SOBRE 'O SOFRIMENTO HU-
MANO E A MORTE', SE PRESTA, PREFERENCIALMENTE,
ÀS PESSOAS QUE NÃO PERTENCEM À 'POBREZA EXTRE-
MA'? - PARTE VIGÉSIMA -
From: redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: 25 Frid. Oct, 2011 0000
Aos meus amigos-médicos e todos demais internautas,
este web-site se presta à todos seres vivos passíveis de
sofrer e morrer; assim, a todos os Seres Humanos.
Mas o raciocínio, se prestará mais às pessoas não ex-
tremamente pobres; não em miséria.
PESSOAS EM SITUAÇÃO DE POBREZA EXTREMA NÃO
TENDEM A TER COMPUTADORES E, ASSIM, NÃO TEM
COMO ACESSAR AO SITE.
Nos países muito pobres, que beiram condições de mi-
serabilidade e situações até sub-humanas, o sofrimento
é de tal forma e tal monta, que não sei definir nem des-
crever, por nunca ter tido uma suficientemente significa-
tiva experiência 'in vivo'.
Como todo médico brasileiro, já exerci a profissão a
comunidades carentes, mas não vivi o cotidiano destas
comunidades muito pobres. Penso ser sempre sensato
não escrever sobre o que não se tem vivência. Então
pesquisei informações que coloquei nos textos anterio-
res, com este mesmo título.
Nestes locais, por exemplo, regiões da África, regiões
da América Latina e Ásia, as cau sas de morte, em supo-
sição minha, seriam mais ou menos assim:
A- 1/4 relacionadas à desnutrição;
B- 1/4 relacionadas à doenças infecto-contagiosas;
C- 1/4 relacionadas à acidentes (que incluem alco-
olismo, drogas, criminalidade, narcotráfico, etc);
D- 1/4 por outras causas.
ASSIM, GROSSO MODO, TEMOS AQUI, AS CONDI-
ÇÕES DE VIDA E AS DOENÇAS, COMO GÊNESE DA
INFELICIDADE.
Em contraste, os países ricos, ditos 'Desenvolvidos',
tem como 'causas mortis' doenças que, ao contrário,
são causadas, à minha ótica, pela infelicidade.
Recaptulando. Enquanto nos países pobres as doen-
ças, grosso modo, geram a infelicidade; nos países ri-
cos, a infelicidade, gross o modo, gera as doenças.
Assim, as doenças mencionadas são fruto apodreci-
do do estresse, para mim, o mal maior da fatia da hu-
manidade não-miserável. O estresse arquiteta a estru-
tura anátomo-patológica que resulta surpresas fatais,
agindo sorrateira e traiçoeiramente. Darei um percen-
tual nem tão fiel à realidade, enquanto que também
não tão longe dela:
A- 1/4 de doenças cárdio-vasculares: proporcio-
nam com maior destaque as isquemias cardíacas com
suas anginas, quando avisa; isquemia cerebral transi-
tória e de definitiva (infarto); hemorragia cerebral ('der-
rame'); estes 2 últimos chamados de 'AVC';
; B- 1/4 por cânceres variados,; visto que o estres-
se aplaca significativamento o sistema imunológico;
C- 1/4 por acidentes (que incluem alcoolismo, dro-
gas, perfil maníaco, criminalidade, narcotráfico);
D- 1/4 por outras causas..
ASSIM, GROSSO MODO, TEMOS AQUI, O ESTRESSE
E A SUA INFELICIDADE, COMO GÊNESE DA MORTE.
Acredito que as pessoas, por mais que neguem, pen-
sem na morte, nem que disfarçadamente por forma indi-
reta. É o 'vazio existencialista' do não mais existir, ao mor-
rermos. Talvez mais correto fosse dizer 'Não-Existencialis-
mo'1... E bem aqui entra, como veremos depois, a 'in-
dústria do workaholic', que, desde criança, é sugado para
o materialismo selvagem, 'material girl' como diria Madon-
na. A economia surreal te contamina a cabeça pelo vírus
da felicidade em comprar coisas que te farão feliz. E vai
estourar no lado mais fraco, no componente da economia
real, o pobre rico trabalhador-locomotiva; saindo na boa
a economia surreal dos bilionários mega-investidores dos
'fluxos de capitais'.
VOCÊ NÃO PRECISA SER PORTADOR DAS DOENÇAS
DO ESTRESSE PARA SER MAIS UMA DAS VÍTIMAS DELE.
AS DOENÇAS APENAS EXEMPLIFICAM ATÉ ONDE PODE
CHEGAR SUA MALIGNIDADE, OU SEJA, SEU PODER DE-
LETÉRIO. BASTA IR MINANDO TEU CÉREBRO COM DES-
CONTENTAMENTOS SERIADOS PARA UMA RESULTANTE
DE INFELICIDADE VELADA.
Ricardo Bing Reis.