PENSAMENTO SOBRE A VIDA (DE CONSU-
MO) COMO FREQUENTEMENTE É.
* Ouvi comentário no rádio assim:
"COMPRAMOS COISAS DE QUE NÃO PRECI-
SAMOS; COM DINHEIRO QUE NÃO TEMOS
E QUE NÃO É NOSSO (POR FINANCIAMEN-
TO); PARA IMPRESSIONAR CERTAS PESSO-
AS QUE NÃO GOSTAMOS"!
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* Tendo colocado esta frase à análise e su-
gestões de amigos, resultou parecer ser me-
lhor reescrevê-la assim:
"MUITAS VEZES COMPRAMOS COISAS DE
QUE NÃO PRECISAMOS; COM DINHEIRO
QUE NÃO TEMOS E QUE ATÉ NEM É NOS-
SO (POR FINANCIAMENTO); NÃO RARO, A-
TÉ APENAS PARA IMPRESSIONAR PESSO-
AS".
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* Bom, depois desta retificação, complemen-
to simplesmente encaixando as observações
finais do comentário, com teor meramente e-
xemplificativo:
"Por exemplo, comprar um carrão impor-
tado não é um bom negócio, no sentido 'E-
conômico' da palavra: desvaloriza 60% em
4 anos e, assim, desperdiçamos um dinhei-
ro que poderia ser investido numa poupan-
ça e/ou na aposentadoria".
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* Então, agora eu fecho: salvo ser você
muito rico (e, até mesmo assim); há de
ainda considerar-se o estresse necessário
para produzir este dinheiro, mediante o seu
trabalho, estará selado o descontentamen-
to, pois este dinheiro descerá pelo ralo na
forma de desvalorização do bem, digo, do
mal.
De forma alguma sou contra o consumo;
mas do consciente, não do consumismo.
'Torneiras abertas' lhe exigem produção
constante. Produção constante implica em
empreendimento de tempo e mais tempo.
Tempo tende a ser tudo que precisamos.
Assim, lá se vai o tempo livre para faze-
res o que gostas, no ócio criativo.
A não ser, não gostar de mais nada, que
não seja trabalhar.
Observe que até a panela de pressão tem
válvula de escape, caso contrário...
Ricardo Bing Reis.