# BLOCO PRIMEIRO
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      ENSINO SOBRE A FORMAÇÃO DE PESSOAS
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TEXTOS DISSERTAÇÕES PELO AUTOR E OUTROS.


MODÉSTIA E HUMILDADE.

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com.br
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Fri. 26 Aug., 2011.     00000
 
Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
reza a boa 'educ-ação', que se agradeça, e de 'cor-ação'; 
à críticas recebidas, que me foram sempre para o bem, no 
sentido de manter se está ok; no sentido de melhorar, se 
nem tanto.
       Agradeço à todos os quase 60 colegas que estão em 
rede na internet, por ocasião da organização da festa co-
memorativa dos nossos 25 anos de formatura, em dezem-
bro de 1986, pela Faculdade de Medicina da Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul. 
       Não esquecerei das sinceras palavras de incentivo, 
que enviaram-me, principalmente relativo ao email "Retro-
visor", mas em vários outros também. 
       Não é novidade para mim, nem para vocês, que confe-
tes e serpentinas me servem. 
       Certa feita li algo que me caiu justo. Conforme já men-
cionei, nada tenho contra certos livros de auto-ajuda. Muito 
das críticas que a eles se faz, são decorrentes que as pesso-
as querem soluções mágicas, não querem se esforçar para 
botar em prática o que lêem. 
       Foi em algum livro desta temática que encontrei, pela 
primeira e única vez, a grande diferença que existe em sig-
nificado e significância, entre duas palavras que, para mim, 
até então, soavam como meros sinônimos: 'modesto' e 'hu-
milde'. 
       'Modesto' é aquele que se faz de humilde para receber 
confetes. Guarda relação com imaturidade, necessidade de a-
parecer, carência e assim vai. Nisto eu sempre fui perito. 
       Já 'humilde' é aquele que, verdadeiramente, conhece ra-
zoavelmente bem su as limitações, e sabe se auto-colocar no 
lugar, deixando de ser tão espaçoso. Tem a ver com maturi-
dade, auto-conhecimento e 're-conhecimento' da suas fragili-
dades, frustrações e maldades. Nada a ver com o inadequado 
uso relativo à palavra 'pobreza (financeira)'; até porque é per-
tinente ao campo semântico da palavra 'riqueza(psíquica)', 
que qualquer pessoa poderá atingir, independentemente de 
sua situação sócio-econômica.
      Eu acho a conquista da humildade, a mais difícil realiza-
ção de uma pessoa, pelo efeito sombra dos mecanismos de de-
fesa do ego, dentre os quais, o projetivo; minha principal arma 
para livrar-me dos meus 'podres', vendo-os nos outros, mas 
nunca em mim!... É menos doloroso assim, não acham? Mas 
impede o crescimento, filho da dor. É aquela tal frase: 'crise é 
oportunidade'. Para refletir, ponderar, decidir, agir, e memori-
zar para 'a-preender' a lição, reaplicável num futuro, se neces-
sário for; ou auxiliar alguém que precisa deste aprendizado, não 
raro os filhos. É o pai experiente. 
      Mas este amadurecimento psíquico, não guarda conotação 
necessária com a idade, embora seja de se esperar nos mais i-
dosos, pelo somatório de mais experiências. No entanto, sem-
pre temos aqueles vários que não evoluem, até involuindo à 
menos que nada com o passar dos anos, em contraste com jo-
vens que amadurecem cedo. Porém cuidado, maduro demais cai 
do galho e apodrece.
      Aí comecei a entender o "conhece-te a ti mesmo", difícil de 
achar dentre o "só sei que nada sei" de mim mesmo, por minhas 
próprias negações.
Ricardo Bing Reis.

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