SOCIEDADE COMO CONTAGIANTE FONTE DE ANGÚSTIA.
From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986_ufrgs@provedor.com
Date: Tue, 26 Jul 2011 19:50:38 +0000
Aos meus amigos-médicos e TODOS os demais internautas,
raiva excedente, causa este quadro biológico que é conhe-
cido por 'estresse'.
Uma dose moderada de estresse é fundamental, por ser
a força motriz das iniciativas e persistências. Mas o além dis-
to, começa a causar danos, passando agora de um estresse
bom (eustresse), para um estresse ruim (distresse).
É o popular 'engolir sapos', fundamental saber para viver
em sociedade.
Mas, é claro, também saber quando rodar a baiana para
auto-defesa. Esta linha tênue entre o sapo e a baiana é, sim,
muitíssimo difícil de estabelecer, já que muitas são as varian-
tes e as imprevisibilidades.
Quando um limite é indemarcável, costuma-se lavar as
mãos e dizer que deve 'prevalecer o bom senso', possível no
momento.
Talvez daí, o às vezes confuso, Confúcio, dizer: 'eu sou eu
e minhas circunstâncias!...'
Concluindo: se eu tivesse que marcar em uma prova obje-
tiva de escolhas múltiplas, apontaria, para a vida atual, o es-
tilo do trabalho massante de hoje, onde a pressão para cum-
primento de metas amassa o trabalhador!
Metas estas que vem de cima ou que a própria pessoa se
auto-impõe. É o grau de exigência.
Li em algum lugar: é impossível ser feliz com a agenda
cheia. E não precisa ser a agenda de pacientes por atender,
como exemplo; mas agenda de afares do cotidiano, etc. Qual-
quer agenda. Qualquer 'tem que!...'
O 'talvez' talvez seja mais saudável que o 'tem que!...' res-
salvando as circunstâncias em que talvez 'tem que' mesmo.
Pior ainda para o perfeccionista, que nunca realizará suas
fantasias, pela singela e popularizada razão do 'ni nguém é per-
feito'.
Comece por tentativas em tolerar-se melhor. Primeiro por
auto-controle e, depois, por automatismo, adquirido apartir do
passo inicial reiteradas vezes repetido. O consciente, por repe-
tição, acaba se tornando inconscinte, no sentido de ato reflexo,
a nível encefálico.
É o princípio da terapia cognitivo-comportamental. Cogniti-
vo ao identificar o problema; comportamental por repetição de
conduta nova mais adequada, até ao automatismo. Boa aplica-
ção em obsessões-compulsões.
Ricardo Bing Reis.