CONJECTURANDO EXEMPLOS DE CIRCUNSTÂNCIAS DE PESSOAS COM OUTROS
DISTÚRBIOS MENTAIS. - PARTE PRIMEIRA -
From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Sun. 18, March; 2012 0000000
Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
aqui vou fazer apenas breve rascunho sobre quadros
complexos, até porque sei de meus limites, logo ali.
Outrora se usava o termo psicose com mais frequên-
cia que hoje. A palavra ficou um pouco estigmatizada co-
mo 'coisa do mal', por causa do filme do Hitchcock, mas
é um erro esta associação.
Tínhamos a psicose maníaco-depressiva, a psicose pa-
ranóide, a psicose catatônica e a psicose esquizofrênica.
Hoje deve estar tudo na base de 'Transtorno'.
A psicose maníaco-depressiva é o 'Transtorno de per-
sonalidade bipolar'; a psicose paranóide deve ser algo co-
mo 'Transtorno de personalidade paranóide'; a psicose ca-
tatônica deve hoje ser 'Transtorno de personalidade cata-
tônica'; e, a psicose esquizofrênica, um 'Transtorno de es-
quizofrenia'.
Eram tidas como doenças ou distúrbios de fundo or-
gânico, com forte componenete genético; influenciado, ló-
gico, por fatores ambientais.
Nunca fui muito bom nos diagnósticos, quando nas dis-
ciplinas de psiquiatria; e notava que os então residentes ti-
nham também dificuldades extremas, cobravam-se um di-
agnóstico meio que na primeira consulta, seguindo uma es-
tratégia diagnóstica padronizada.
Cartesianismo excessivo.
Como médico, evidentemente que sou cartesiano,mas
em transtornos psico e psico-mentais, há de se acrescen-
tar o componente ambiental, que não pode ser medido de
forma paradigmática.
Penso que hoje a complexidade é tanta, que há de ser,
calma para trabalhar, objetivando obter diagnóstico o mais
certeiro possível.
Por exemplo, imaginava o bipolar como com emoções
'io-io', e hoje, percebo que um pouco é assim, mas as va-
riantes de quadro clínico também são em 'io-io'.
Imaginava o paranóico como um cara que se comporta
como se auto-vitimando, em qualquer lugar, todos os dias
e o dia todo.
O catatônico, no meu imaginário, se confunde com o
autista, tal e qual no filme Philadéifia de Tom Hanks.
Mas os quadros não são bem assim. Recomendaria aos
interessados, conversarem com um especialista. Em geral,
apenas ler sobre é insuficiente. Somente a prática diária pa-
ra boa compreensão. E eu não tenho.
Ricardo Bing Reis.